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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Sobre a prisão de João Carlos Carepa

Assim que o Tribunal de Justiça do Estado divulgou a condenação de João Carlos de Vasconcelos Carepa, por abuso sexual contra uma menina de 11 anos, a irmã dele, Ana Júlia Carepa, governadora do Pará, foi ao twitter e comentou o assunto. Disse que ninguém está acima da lei.

O mais importante, contudo, é não se ter notícia de que Ana Júlia tenha usado o poder do cargo que ocupa para interferir no processo.

Dezenas de internautas se manifestaram elogiando a posição de Ana Júlia que, nesse caso, agiu como se esperava que agisse.

Não é difícil imaginar a dor que o crime está causando às duas famílias: da menina e de João Carlos.

Também é fácil supor a decepção de Ana Júlia com o irmão, a revolta que deve ter sentindo como mulher e mãe ao saber da história e a vergonha por ter que tratar desse assunto publicamente.

Não há escapatória. “Irmão da governadora” é aposto que vai acompanhar todas as citações ao nome do criminoso.

Mas como disse uma amiga, amigos a gente escolhe e pode até descartar, parente não.

O que se espera é que, assim como Ana Júlia, os adversários dela também façam o que se espera deles. Mantenham o assunto na esfera policial e não o levem para as páginas de política.

Aos que insistirem um aviso: a história tem mostrado que, em geral, quem recorre a jogos rasteiros, é que acaba com a cara no chão.

5 comentários:

Anônimo disse...

Rita, parabéns pelo posicionamento. Quem acompanhou as sessões em Belém da "CPI da Pedofilia", a federal, ouviu dos senadores Nery e Magno Malta, que coordenaram os trabalhos, o elogio à governadora Ana Júlia, pelo seu senso de justiça, mesmo cortando na carne. Falaram publicamente que Ana Júlia estava garantindo o andamento rigoroso do processos, mesmo que ferisse a integridade de sua família.
É obrigação dela? Sim, mas uma obrigação que precisa ser valorizada, porque anda em falta no mercado.
Abs, Verônica

Diógenes Brandão disse...

Muito bem colega!

De fato a governadora inaugurou uma nova etapa na história do comportamento cívico em nosso Estado e você fez bem em registrá-lo com isenção.

No mais, fica o tŕagico caso para exemplo de que ninguém deve admitir que casos como pedófilos julgados sejam protegidos pela força do poder político.

Avante na garantia dos direitos e da justiça social!

Anônimo disse...

Uma beleza a postura cívica pública da governadora. Mas, nos entrementes do lar, quem paga o Américo Leal como advogado de defesa ? Quwm está dando abrigo ao foragido até que um habeas corpus por influência de quem surja a qualquer momento ? Uma beleza.

Anônimo disse...

Oi Rita, eu ia elogiar mas li esse comentário do anônimo das 19h13 e fiquei cauteloso. Pois é, em público uma cara e em particular outra? A propósito, a lei só está acima dos petistas enrolados no mensalão.
Ass. Mapinguari da Serra Pelada, que tem boa memória

Anônimo disse...

Quem dera que a História mostrasse isto, Rita, mas temos o exemplo recente do Collor, com ficha sujíssima, que preparou a Míriam Cordeiro e uma tramóia de um incentivo ao aborto por parte de Lula, uma inverdade que colou e o Lula perdeu. Soubemos pouco tempo depois que Collor tinha um filho que não quis reconhecer. Mas, independente de quem paga o advogado do Caíca - e a família dele tem recursos, sem precisar do dinheiro público - a postura da governadora tem sido inatacável o que já não posso dizer em relação à privatização da água em Belém, depois que ela conseguiu o apoio do falsário que é nosso desprefeito.