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terça-feira, 2 de novembro de 2010

Por que Ana Júlia perdeu a eleição? A opinião do PSOL

por Fernando Carneiro (*)

O projeto petista de governar o Pará por mais quatro anos não encontrou guarida no voto popular. No confronto eleitoral deste ano, o candidato do PSDB Simão Jatene saiu na vantagem, sendo eleito com 1.860.571 votos (55,74%) dos paraenses enquanto Ana Julia obteve 1.477.279 (44,26%).

Sinais de dificuldades para a reeleição já haviam sido detectados há algum tempo pelo comando petista. A elevada avaliação negativa de seu governo e o forte índice de rejeição tornaram irreversível o quadro desfavorável.

O PT apostou todas as fichas para tentar a sua reeleição. Seu governo torrou milhões em propaganda no rádio, jornais e televisão, como nunca se viu antes na história do Pará. Apresentou-se na disputa com um orçamento milionário, em torno de R$ 40 milhões, a mais cara do país, proporcionalmente falando. Compuseram sua coligação 14 partidos, com o apoio de 78 prefeitos, incluindo o da capital. Obteve o maior tempo de rádio e TV para expor o seu programa eleitoral, além da presença das maiores lideranças de seu partido, entre elas, a força inconteste do presidente Lula. Não pode, portanto, alegar falta de estrutura ou de tempo para expor suas propostas. Ainda assim, viu o seu condomínio ruir ladeira abaixo.

Ana Júlia começou a perder credibilidade quando teve o seu nome associado a escândalos gravíssimos desde o início de seu governo, alguns, com repercussão em nível nacional.

Seu governo foi marcado por fortes crises internas, sem perfil claro no modo de gestão, sem unidade programática, sem identidade. Um consórcio de partidos fisiológicos, conservadores e antipopulares, muito mal resolvidos. Uma junção de interesses e de personagens conhecidos por maus costumes, revestida de desavenças históricas.

Também foi incapaz de promover políticas públicas em favor da maioria explorada. Sem ações efetivas para atender necessidades fundamentais nas áreas da educação, da saúde, da segurança, entre outras. Um governo pífio em realizações. Não possibilitou a criação de canais efetivos de participação popular, ao contrário, reprimiu e criminalizou os movimentos sociais combativos que resolveram lutar por direitos e questionar o seu governo. Ademais não atendeu nem as demandas originadas pelo seu malfadado PTP (Planejamento territorial participativo), uma imitação barata do que foi o Orçamento Participativo e o Congresso da Cidade, que funcionaram no Governo do Povo à época do governo de Edmilson Rodrigues em Belém.

Seu governo frustrou as expectativas de mudança que possibilitaram sua vitória em 2006, quando derrotou doze anos de hegemonia tucana. Ana Júlia e o PT descobriram, da maneira mais dura possível, que não se pode criar expectativas em vão. O povo foi implacável com as falsas promessas.

Não bastasse o horizonte nebuloso, Ana Júlia e seu partido embarcaram numa aventura ainda mais perigosa. Aliaram-se a figuras nefastas da política paraense, tais como o atual prefeito de Belém, Duciomar Costa (PTB), o condenado pedófilo e ex deputado Seffer (PP), o ex governador Almir Gabriel, privatistas, responsável pelo massacre de Eldorado do Carajás, entre tantos outros da mesma estirpe e falta de moral. Com o mesmo grau de vulnerabilidade que conseguiram erguer o castelo de alianças em torno de sua candidatura, o viram desmanchar. O resultado foi esse aí, um caminho claro ao retrocesso político no estado. Os princípios que fizeram grande o PT foram jogados na lata do lixo, o único que restou foi o “princípio” de se manter no poder a qualquer custo. Triste epitáfio para quem outrora foi legítimo representante dos anseios populares.

Alguns “analistas” afirmam que a esquerda foi derrotada. Não é verdade. Quem foi derrotado foi esse projeto, não a esquerda paraense. O PSOL, que elegeu uma senadora e o deputado estadual mais votado da história do Pará, além de obter mais de 107 mil votos para o governo (tendo votos em todos os 144 municípios) foi amplamente vitorioso. Tornou-se uma referência inconteste para amplos setores populares.

Agora, caberá aos seus estrategistas de campanha, analisarem seus erros e repensarem seus conceitos. Ao povo e às forças políticas comprometidas com a causa socialista caberá continuar o combate à miséria, à exploração, contra a violação e pela ampliação de direitos. O PT, que tão facilmente se acostumou às artimanhas dos corredores palacianos, vai passar por uma nova prova: reaprender a ser oposição depois de ter sido derrotado pelo voto popular.

Fernando Carneiro é historiador, dirigente do PSOL e foi candidato ao governo do Estado do Pará


25 comentários:

Osorio Pacheco disse...

No texto do Fernando ele faz toda a apologia possível a esquerda, o Psol não foi derrotado, verdade, não foi, mas ai dizer que elegeu um senador já é demais.
Se fosse o contrário estaria dizendo que o senador é biônico.

Anônimo disse...

Para mim,em particular,assistir a derrota da Ana Júlia,do Paulo Rocha e consequentemente de todos os seus asseclas e principalmente Joana Pessoa,Marcílio,Maurílio e Bordalo que no alto de suas arrogâncias e soberba,achavam que o poder seria eterno,é como se eu estivesse tendo um prazer incomensurável,realmente incalculável.O PT para ser governo aqui no Pará,terá que esperar muito,mas muito tempo mesmo!

Agora é Psol!!!!

Gilberto Rodrigues

Anônimo disse...

Permite-me fazer minhas suas palavras, caríssimo.

Profº Demócrito

Anônimo disse...

O Fernando foi preciso nas afirmações sobre o perfil do Governo Ana Julia. As lutas internas, a extrema inoperância da Casa Civil, a falta de programa de governo, o desgaste na mídia pelos escândalos e a falta de melhor divulgação das coisas boas, foram os elementos que tornaram o PT inelegível para Governo do Estado.
As lutas internas derrubaram logo com seis meses de governo, Carlos Guedes de Guedes, Secretário de Planejamento, que reunia habilidades que faltaram em todos os outros que ficaram, conhecimento técnico, carisma e tino político; tanto que dias depois de sua saida, encontrando um alto tucano pelas ruas de Belém, ele comentou, "vocês são doidos de perder um cara como aquele, convivi com ele na transição e ele era muito bom".
Depois foi o Charles Alcântara e em novembro do ano passado o José Raimundo, que apesar de seus equívocos, é um excelente técnico, com idéias desenvolvimentistas, entre as quais os distritos industriais, tocados pela SEDECT, que em médio prazo darão novo perfil econômico para o Estado, e mentor do PEF - Programa de Estabilização Financeira, que permitiu abrir linha de crédito pelo BNDES, para todos os Estados e que aqui estão, dentre outras coisas, pelos invstimento no Ação Metrópole e Nova Santa Casa.
Um dos erros cruciais, foi assumir e passar dois anos sem plano de Governo, somente em 2009, conseguiu desenhar um plano, e diria um excelente plano, com dois focos, um no desenvolvimento econômico, onde daqui a poucos anos, o oeste - agronegócio e o sul/sudeste - polo siderúrgico; terão outra realidade econômica, o outro foco é mobilidade urbana na RMB, com o Ação Metrópole, que vai resolver o problema de transporte na RMB, já iniciado, com os elevados da Júlio Cesar, Independência e Arthur Bernardes, e com recursos garantidos a partir de 2011, pelo Governo Japonês.
Diria que o jingle da campanha estava muito certo, "a gente só precisava era arrumar nossa casa,
Pra mudar nossa sorte.....O Pará tá nos trilhos Acelera minha gente,
a nossa hora chegou, já tá ligado o motor, e a gente sabe o caminho.
A pergunta é, será que Simão terá força, visão e condições de acelerá sem a contribuição do Governo Federal?

Anônimo disse...

Fernando,
Vamos baixar a bola e calçar as chuteiras da humildade? Em primeiro, e sempre em primeiro lugar, agradeça aos petistas terem feito um voto útil na segunda vaga no Senado, elegendo a senadora Marinor com 700 mil votos. Se tu não tens explicação para esse "milagre" eu tenho.
Está claro que, se houvesse certeza de eleger um senador pelo Psol, Edmilson pelo peso politico que tem no Pará seria o candidato e não alguém com eleitorado restrito a Belém e que sempre teve grandes dificuldades para consolidar seu mandato na CMB.
Além do mais, se vocês psolistas do Pará pretendem chegar na disputa pela PMB com essa arrogância de luxo fedendo a bucho, a mesma que fez vocês não assinarem a nota dos parlamentares eleitos pelo partido, que recomendava voto crítico em Dilma, isolados vocês vão levar a mesma peia que a Ana Júlia levou no sábado passado. Com Ed ou sem Ed.
E estamos conversados.

marcio disse...

Que o PSOL se torne um grande partido no futuro. Entretanto, sua grandeza vai depender muito do compromisso humano que o comando do novo partido deve ter com os ideais de um mundo realmente igualitário. Que o comando não deixe que a arrogância, a indiferença e ,principalmente, a vaidade domine sua alma. Que ela não se torne uma alma perdida como a que a do PT se tornou: uma alma perdida politicamente... desumana...

Anônimo disse...

Fernado dizer que a senadora eleita com 700 mil votos, so se foi a menos que paulo rocha e jader, eu votei como segunda opção e vejo que já não votarei mais e vc poderia dizer porque esta respondendo por desvio de dinheiro publico na CTBEL. Baixe a bola que vcs ainda não estão com ela toda cheia.

Anônimo disse...

Fernando Carneiro diz meias verdades, pois o projeto do Psol era que a candidatura de Edmilson Rodrigues recebesse uma votação tão massiva que arrastaria com ele mais um ou dois candidatos. No final, só deu para o próprio Edmilson Rodrigues eleger-se solitariamente.

Depois, Fernando, como todo o Psol, nasceu do PT, mas sem as bases sociais do partido originário, pois o Psol é basicamente um partido parlamentar.

Por fim, aposto todas as minhas fichas que o Psol seguirá a trajetória do PT - vai ficar alguns anos tentando chegar sozinho ao poder e, como fracassará, passará a compor com partidos conservadores, moderando discurso e programa, com o fim de alcançar o poder.

Tudo bem considerado, pode-se dizer que a esquerda saiu, sim, perdendo nas eleições de 2010 no Pará. (A eleição de Marinor para o Senado nem merece ser tida como vitória do Psol, considerando que decorreu da Ficha Limpa que abateu a candidatura de Jáder Barbalho, que foi o segundo mais votado, bem como a do Paulo Rocha, do PT; portanto, foi o elemento aleatório que possibilitou a eleição de Marinor e não a sua popularidade ou a força do partido no Pará; dizer o contrário me parece desonesto).

Anônimo disse...

Alguns petistas terão muitas dificuldades para assimilar esta derrota. Ainda estão tontos com a pancada que levaram. Mas a vida é assim mesmo, cheia de altos e baixos. Tem criaturas lá que vão precisar de muita ajuda psicológica para se recuperarem. Outros não tem jeito não, já estão babando. Situação muito triste.

Anônimo disse...

Anõnimo das 20:39
Como agradecer aos petistas? Como assim? Se a "ordem" ou "orientação" do PT era que a militância votasse em Jáder? Eu sou petista e votei Marinor por não admitir que queiram mandar até no voto da gente, querendo empurrar goela a baixo essa figura nefasta que é Jáder, ECA!

Anônimo disse...

A história democrática, prima pela vitória da maioria sobre a minoria e não o contrário.A democracia se faz pela representatividade popular e não por golpes da politica sobre o direito.

Anônimo disse...

Ah, até que enfim alguém lembrou que os votos da Marinor pro senado foram votos de Petistas como segunda opção.É incrivel a arrogancia com que os Psolistas falam desse feito sem uma nota de agradecimento a militancia petista que votou na candidata e aí tenho certeza que assim como eu outros devem estar arrependidos de terem votado nela.Agora torço para que essas eleições sejam anuladas para que os Psolistas vejam o verdadeiro tamanho deles e que dessa maneira eu e outros possamos rever nossos votos...

Anônimo disse...

Não torço por nova eleição, mas a medida do Psol, é determinada pela votação do Edmilson Rodrigues, e nada mais.

Anônimo disse...

A esquerda perdeu, sim, nestas eleic,oes! Os "radicais" do PSOL nao conseguem ver. Tambem nao enxergam q um Senador Psolista (suplente) nao conseguiu se eleger deputado estadual. Que queriam fazer uma bancada na Alepa, mas so' fizeram 1. Edmilson pode ate' ser o proximo prefeito de Belem, desde q nao continuem com esse discurso purista e excludente.

Beth Rocha disse...

Esse mocinho está se achando só porque decorou meia dúzia de palavras bonitas para concorrer às eleições está se achando o rei da cocada preta.
Que absurdo, desses discursos o povo do Pará já se encheu.

Vaza Fernando do PSOL.

Anônimo disse...

Quem é Marinor??? Se deu bem as custas da desgrassa alheia: "Jardi" e Paulo Rocha

Anônimo disse...

O Psol já cumpriu a sua agenda para 2010: eleger Edmilson Rodrigues, deputado estadual.Cumpriu o seu papel, mais do que isso é exagero.

Olho de Boto disse...

Só uma correção,ao anônimo das 17:48 - desgrassa, se escreve DESGRAÇA. Poupem a língua portugesa, por favor.

Anônimo disse...

Tá certo Fernando: a Marinor foi eleita! foram quase 800 mil votos em quem tem a ficha limpa. Se o Jáder e o Paulo Rocha são fichas sujas o problema é deles. Políticos que debocham da justiça e são arrogantes acham que a "casa nunca vai cair"... se deram mal.
Portanto, o Psol elegeu sim uma senadora. E PT saudações.
Tá certo que o Psol precisa de muita estrada ainda para quem sabe se tornar grande, mas Fernando era a melhor opção para quem percebeu que os outros representavam o mesmo projeto.
Ah! E a militância autentica do PT votou em Marinor porque talvez trenha visto nela aquilo que não veem mais nos seus quadros: coragem, coerência e ousadia e disposição para estar ao lado do povo.

Anônimo disse...

Porque a Ana perdeu a eleição? Que pergunta mais tola. Ora, perdeu pela falta de competência em sua gestão como governadora. É simples assim.

Anônimo disse...

O Fernandinho do Alicerce pensa que ninguém pensa. Ele fala em "Governo do Povo" e Governo Edmilson Rodrigues" para esconder que foi o Governo do PT na Prefeitura. O Psol lançou Edimilson ao governo do Estado e perdeu. Lançou a Marinor, candidata a prefeita de Belém e perdeu. O Governo do Povo era o slong do Governo do PT, com apoio do Paulo Rocha, do Valdir Ganzer, do Valmir Bispo, do Márcio Meira, de várias lideranças expressivas do PT. O garoto do Alicerce da Juventude Socialista quer ensinar padre nosso pra vigário.

Anônimo disse...

Quem viu essa galera do Psol/Força Socialista na prefeitura?! Até pareçe que Eles foram socialistas puros, mas esquecem que tiveram relações com o poder, usufruiram das delícias institucionais. Os professores em greve apanharam da guarda municipal. E as demandas do OP só passavam aquelas que rezassem nas caritilhas "cabanas", e por aí vai...E porque perderam o comando do municipio pro inépto Duciomar?

Anônimo disse...

A Marinô ganhou por WO.Igual ao outro que de suplemente virou senador com a eleição de Ana para governadora. Os dois devem ter nascido com aquela parte íntima do corpo virada pra Lua. Mas se acham o má-xi-mo.

Anônimo disse...

Confesso que evitei fazer qualquer tipo de comentário a cerca da eleição, não sou do PSOL muito menos do PT, meu voto foi misturado no que eu considero de esquerda, votei em candidatos do PSOL e PSTU.
Fernando Carneiro está correto ao afirmar que a esquerda SOCIALISTA saiu vitoriosa desta eleição. Digo isso porque o PT se negou a manter a defesa do socialismo em seu programa, quero que os petistas digam, apresentem uma só linha que faz referencia ao socialismo no programa de DILMA e de ANA JÚLIA.
Pergunto: não é vitória um partido que não é conhecido que lançou um candidato ainda mais desconhecido no Estado como o Pará, contra todos maquinas Federal, Estadual e municipais, campanhas milionárias e ter voto em todos os Municípios do Estado? Não é vitória pra um partido que nunca elegeu um candidato no estado, até porque o Senador Nery herdou a vaga de Ana e eleger um deputado e um senador?
Camaradas, sei que o segundo voto no senado dos petistas que ainda acham que o PT é de esquerda, que sonham que o PT um dia pode mudar foi pra MARINOR, apesar da direção petista apoiar publicamente o segundo voto no Ficha Suja JADER.
Quero que me respondam por que o governo do PT representado por ANA JÚLIA não teve a mesma aprovação, não teve a mesma repercussão positiva, não foi reeleito como EDMILSON RODRIGUES quando prefeito de Belém ainda quando estava no PT?
Não precisa ser nenhum Cientista Político pra saber que uma grande parcela da população ainda considera o PT como de esquerda, infelizmente o PT ficou igual a qualquer outro partido de direita ou vocês acham que se aliar com bandidos como: Duciomar, Sefer, Gerson Perez, Almir Gabriel, entre outros de tão boa conduta é ser de esquerda?
Por fim ss petistas tem que admitir que o PT não é mais de esquerda e que infelizmente o governo de ANA JÚLIA foi um fiasco, foi frustrante pro povo que acreditou na mudança. Em vez de atacarem FERNADO e o PSOL vocês deveriam fazer um balanço assim como a Edilza Fontes está fazendo, reconhecendo que teve acertos mais infelizmente teve muitos erros que levou a derrota do PT, o balanço de Edilza se equivoca quando afirma que a esquerda foi derrotada nesta eleição, o PT abriu mão de ser de esquerda, portanto a esquerda não foi derrotada e sim vitoriosa.

Paulo Ronaldo

Anônimo disse...

Prezado@s, a Esquerda Política levou um duro golpe sim!!! Pensar ao contrário, é não querer analisar os fatos e os resultados das Urnas, nestas Eleições!!! A Esquerda ou os Partidos de Esquerda deste estado só se soerguerão com a União de todos os Partidos de Esquerda, com trabalho de base, com a formação de novas lideranças comunitárias, sindicais, estudantis e políticas e, com uma oposição coerente e responsável!!! O resto é conversa fiada, para justificar o injustificável!!! O PSOL não é o único partido que tem o Socialismo como bandeira!!! Portanto, não pode e nem deve falar ou querer ser o único representante da Esquerda neste Estado ou nessa Belém!!! E, prova disso foi vitória do Edmilson para a Prefeitura de Belém, fruto da união dos Partidos de Esquerda, por meio da Frente Belém Popular e, sem a qual não teria sido possível vencer aquelas eleições!!! E, seria muita pretensão do PSOL achar que sozinho conseguirá eleger novamente o Edmilson para a Prefeitura de Belém!!! Fernando, a hora é de reconhecer que a divisão das forças políticas e dos partidos de esquerda no Pará, tem ocasionado sucessivas derrotas nas eleições!!! E, se persisitir esse distanciamento...nas próximas eleições a Esquerda terá outro revés!!! Vejam o mapa publicado no Diário do Pará, em http://www.diarioonline.com.br/noticias-interna.php?nIdNoticia=116672 - Os partidos de esquerda terão muita dificuldades para se elegerem na regiões amarelas do mapa!!! Caro Fernando, vamos unir as forças políticas de esquerda, para num futuro não muito distante, podermos contar a história da reconstrução da Esquerda neste Estado e nesta Belém!!! Andorinha sozinha, não faz verão!!! Quem viver, verá!!! Saudações Socialistas.